Liderança e diálogo na entrega de valor ao mercado – Luciane Borges

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Liderança e diálogo na entrega de valor ao mercado

Washington, agosto de 1963, o discurso sobre o sonho de uma América (e um mundo) com igualdade entre negros e brancos, do pastor e líder do movimento contra a segregação racial nos Estados Unidos Martin Luther King, entrou para a história.

Palavras ecoadas durante um marcha, que reuniu cerca de 250 mil pessoas, resumiram todo o contexto da luta por vias não violentas daquela época. Passados mais de meio século, “Eu tenho um sonho…” ainda é considerado um dos principais discursos da história e Martin Luther King um dos líderes mais expressivos.

E pensar que naquela época, nem sequer havia internet. Hoje, qualquer palavra proferida, discurso, entrevista, declaração ou, simplesmente, cento e quarenta caracteres de um twitte podem ecoar, positiva ou negativamente, para milhões de pessoas em questão de segundos.

Seja em qual ambiente for, esfera da sociedade, setor privado ou governamental, cada vez mais, as lideranças devem, obrigatoriamente, estar atentas a tudo o que comunicam. Palavras, gestos, verbos, comportamentos, ou até mesmo a ausência de qualquer modo de expressão, comunicam algo.

Em especial, chamo a atenção para o ambiente corporativo. Impulsionada pela globalização, novas tecnologias e mudanças no modo como as marcas criam valor e comunicam-se com seus públicos, a comunicação empresarial tradicional vem passando por rupturas de paradigmas, dando lugar a um processo mais dinâmico e sofisticado. E o mais importante: um processo fundado no diálogo.

Nesse contexto, a mensagem do líder para um profissional de sua equipe assemelha-se mais a uma conversa comum entre duas pessoas do que ordens disparadas do alto.

Ao migrar da comunicação centralizada para o diálogo organizacional, o líder promove a oxigenação do diálogo em toda a organização. Líderes que dialogam verdadeiramente, que geram conversas significativas, que abrem espaço para participação e inovação, que inspiram e influenciem condutas éticas.

Como decorrência dessa mudança, forte alinhamento estratégico, flexibilidade operacional e alto grau de envolvimento dos funcionários deixam de ser um mero jogo de palavras, conferindo a empresa meios para entregar valor aos seus clientes.

Os líderes deste modelo dialogam verdadeiramente, gerando conversas significativas e aprofundando o relacionamento, abrindo espaço para participação e inovação, condutas éticas e “olhar no cliente”.  Esses elementos tendem a se reforçar mutuamente, convergindo para um processo único, integrado.

Mesmo que determinada mensagem de um líder não chegue a tornar-se um discurso histórico e perdurar por décadas, como diz um ditado: “o importante não é o que você fez ou falou, e sim, como fez as pessoas se sentirem”.  E quando funcionários sentem-se engajados, valorizados e parte do todo, entregam muito mais valor ao mercado.

foto linkedin

Luciane Borges.
Pedagoga, relações públicas.
MBA em Comunicação com Ênfase em Marketing pela ESPM.
Especialização em Comunicação Internacional pela Hult International Business School.